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LiveJournal for nuno.

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Saturday, June 21st, 2014

Subject:Normalizing
Time:11:08 pm.
Three years from my last post here.

That post was the beginning of the end: it was the day that darkness completely took power of me and I prepared a wonderfull gin tonic with poison that I could not drink it. Instead, I took so many pills that I just remenber to woke up at the hospital.

Some more mistakes again, some more waking ups at the hospital, finally go out of my disturbed relationship, got the love and help of my family and started the treatment. Psicanalist sessions, drugs, getting away of everything and trying to restart.

I lost my emotions in the way.

I realized that the friends that once I thought that will be forever, were not.

My heart, then and now, is feeling empty, numb.

Three years after, I stopped the drugs definetely a couple of months ago and I feeling strong again.

No so strong but strong enough to deal with the world.

To surprise of my family, I got back together with the guy that almost made me loose my mind and kill myself. Both of us are different now, we are not the sample people than before and, at that time, it seems possible to completely erase our past of 10 years and start over.

However, it has been a struggle - I must confess. I am trying. Not so completely happy but I am trying.

My nearly death experience made, among other things, to realize that I just need to be myself and care about me and my sanity.

I completely come out to my family: dad and grandmother (of 86 years old that took care of me when I was a child) - surprising it was an easy and so peacefull.

In my village, everyone knows. In fact, I am the president of a local association of sports and culture and I am gay and doing a fucking great job overthere.

Our sexual orientation doesn't define us, it is our personality, work and dedication.

At least, it is my contribution to my community to tell everyone that to be gay is ok, we are no less or more than the other people. I hope that my example can bring some peace of mind to some kids - the example that I did not had when I grew up.

I know that I am not perfect, nor my life - but I am working on it.

"Normalizing does not doom you to mediocrity. It allows you to live long enough to do your best work."
in the script of "Black Box", episode 1 – season 1, written by Amy Holden Jones.
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Friday, June 17th, 2011

Time:5:38 pm.
amanhã às 4:48 da madrugada está decidido. Vou deliciar-me com um belo gin tónico, com um pó mágico.
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Friday, February 25th, 2011

Time:5:58 pm.
Por vezes fico completamente enfeitiçado por uma música e urge uma necessidade incompreensível de a ouvir n vezes até o espírito entrar em "peace mode". [obsessões, quem não as tem?] Muitas vezes, não ligo sequer às letras e deixo-me apenas ir pelas notas, por aquilo que as palavras e melodia me transmitem.

Mas aqui até a letra me agarra. Não sei se é pela desilusão, por todas as coisas que aconteceram nos últimos tempos, por estar a tornar-me num adulto como é suposto, ie, que lida com as realidades de adulto, com aquela dose qb de pragmatismo, indiferença e egoísmo imprescendíveis à sanidade mental, não sei se é tudo isso mas duma coisa tenho a certeza: esta música traz-me paz, redenção talvez.

(pieguices, paneleirices, como quiserem)

Hoje e agora, isto parece-me perto da perfeição.



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Saturday, June 19th, 2010

Time:8:38 pm.
Já uma vez me disseram que eu estava apaixonado pela ideia do amor e de amar do que propriamente eu amar alguém e ser amor aquilo que nos une. Será que há uma verdade incómoda nisto?

Será que eu nunca aprendi a amar por inteiro e me perdi por completo na convicção da utopia "e viveram felizes para sempre"?
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Subject:fazes-me falta
Time:8:31 pm.
"Amar em abstracto é muito mais ágil do que amar em concreto."
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Subject:fazes-me falta
Time:7:49 pm.
"Comecei a desaparecer no dia em que os meus olhos se afundaram nos teus. Agora que os teus olhos se fecharam sei que não voltarás a devolver-me os meus."
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Time:1:09 pm.
eu já tive muito.

já fui feliz e muito.

já fui solitário sabendo que a minha solidão era invisível aos tantos que me rodeavam. tinha o meu tempo, escondido em mim, e gostava e muito.

já fui a linha condutora de muita coisa e dava-me um prazer louco saber que tinha o toque de midas para mudar o fluir dos acontecimentos.

já fui mais do que qualquer pessoa alguma vez pensou que eu era. já tive em mim rasgos de mundos e palavras certeiras que me davam a conhecer o mundo coberto com uma fina camada de magia que me fazia respirar a vida.

agora, estou cansado e desiludido.

agora sou cada vez menos de mim próprio.
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Friday, June 18th, 2010

Time:12:17 am.
Nos últimos dias tenho andado a ouvir silence 4, trazido das brumas da memória lá bem do fundo da gaveta.

Foi como se fosse ontem que todas estas letras, músicas faziam parte da minha vida. Isto foi há 10 anos.

[Olha o cabelo branco!]

Era tudo mais simples então! O tempo ainda era mais tempo do que agora embora menor do que o tempo quando somos crianças. Lembro-me da ondulação vertiginosa de então, cheio de sombras e luz, do fim do mundo tão perto mas mesmo assim tão longe.

Agora, ouço as mesmas músicas e o drama continua.

No outro dia, avisaram-me: há que saber relativizar as coisas. Caso contrário, afogamo-nos em nós próprios e no peso das coisas, efectivamente, menores. É certo. Mas é só estalar os dedos e já está?

Tenho de ver se aprendo, o mais rápido possível.

yes I want it
I don't want it.
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Tuesday, April 27th, 2010

Subject:pensamento do dia
Time:6:49 pm.
quero mais de mim.
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Monday, March 1st, 2010

Time:11:51 pm.
há dias em que tenho penas de mim
entre um cigarro mal apagado
e a vontade de ver os dedos a arder
perco-me no terceiro pensamento à direita
e esqueço-me, de ti, de mim.
é a olhar para as paredes que eu percebo
que os miseráveis olhos com que te vejo
não sabem dizer não
meras continuações dos teus dedos
que perscrutam a carne alheia
na desilusão fugaz da certeza.

perco-me a olhar os teus dedos a arder
que não sabem dizer a desilusão de mim.
tenho miseráveis continuações dos teus olhos
que me perscrutam a vontade
e esqueço-me da certeza
entre um pensamento apagado
e a fugaz carne à direita
em dias de meras penas
e mal percebo a fugaz desilusão
de um terceiro cigarro entre os dedos.
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Subject:tango 3.0
Time:6:03 pm.

http://www.myspace.com/gotanproject

Só esta imagem já exponenciou a vontade de ouvir o novo disco, sentir aquela música maldita do demo e da sedução e estar a dançar que nem possuído no próximo concerto em Lisboa.

Até Maio, muito vou eu devorar isto.
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Sunday, February 28th, 2010

Subject:inquérito - uau
Time:2:49 pm.
qual é a dose recomendada de uaus por dia para manter a nossa sanidade intacta e aquela capacidade de maravilhamento?

ou a contabilização deverá ser feita à semana, mês, ano?


uau da semana - dançar no meio da rua das portas de santo antão, à noite, no meio das gentes incautas enfeitiçadas pelas ondas de música que aqueles artistas faziam.
ps do uau da semana - pato no rossio.
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Subject:registo
Time:12:05 am.
Acabei de ler a última página.

Ela morre no fim. O seu mundo despedaçado urgiu o desejo por partir. Ela tinha dentro de si aquilo que os outros nunca tiveram a capacidade para ver, para sentir. Aos outros, era o exemplo, a integridade,o saber o momento exacto quando era precisa, quando os outros precisavam dela. Ela estaria lá. Sem exigências, sem expectativas, apenas para ouvir aquilo que os outros precisavam de dizer.

A porta. Por detrás dela, ela era maior, complexa e consciente. Era a sua história a suportar todos os pilares da sua vida. Tinha os gatos gordos, janelas fechadas e a sua esfera pessoal ali contida naquelas quatro paredes.

É tão fácil perceber porque é que ela desiste de lutar.

a confiança, o amor. a intimidade, a cumplicidade crescente. a incompreensão.

há muito tempo que um livro não me comovia assim, pelas coisas banais da vida.

the door
magda szabó
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Sunday, November 29th, 2009

Time:9:41 pm.
No outro dia olhei-me e achei ter a ideia certa de quem eu era.

Depois, olhei para tantas direcções ao mesmo tempo que caí no chão como um monstro com balas de prata cravadas no peito.
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Tuesday, June 24th, 2008

Time:12:30 pm.
É já sábado...ou seja, falta pouco mais do que um par de dias para a Marcha:)





O manifesto da marcha está disponível aqui.

Se o quiserem assinar, basta enviar um mail para marchalgbt@gmail.com e no título do email escrever "Subscrição da Marcha LGBT Lisboa 2008".

e mais textos para ler no blog oficial da marcha.
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Sunday, June 22nd, 2008

Time:11:59 am.
às vezes, há animos que rejuvenescem por pequenas coisas insignificantes, básicas e... carnais.

chegar de manhã ao local onde se trabalha e, ao passar pela porta principal de um edifício envidraçado, estar um "senhor" a lavar os ditos vidros. Qual imagem cocacola ligth, é impossível passar e não olhar para aquele pedaço de homem, com uma névoa de pura luxúria em volta, que parece agarrar-nos e atirar-nos contra a parede... sem sequer saber que nós o estamos a ver.
começos de dia assim, sabe bem.

sair à noite do local onde se trabalha e, ao ir assinar a folha de presenças do edifício para assinalar a saída, estar um segurança que nunca tinha visto. Qual fantasia saída de donas de casa desesperadas, é impossível não reparar em como a farda assenta bem naquele corpo maduro, pronto a colher. Ao escrever o meu nome, o olhar desfaz-se nos braços a descoberto pela camisa arregaçada que denunciam as tatuagens escuras que sobem por aqueles braços fortes... por onde continuará aquela estrada de alcatrão negro pelas planícies de carne e de músculos?
Aparvalhado, olho-o e sai um bom fim de semana que se perde naquela última visão de, literalmente, um pedaço de mau caminho.
fins de dia assim, sabe bem.

conclusão: parece que a administração do sítio anda a tomar medidas para todos os funcionários andarem contentes no trabalho. Claro que a medida se deve estender às empregadas de limpeza e outras para satisfazer todos os públicos.
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Sunday, June 8th, 2008

Subject:indefinido
Time:9:57 pm.
O tempo passa tão facilmente por nós.

Crescemos (ou não) mas o tempo acaba, sempre e sem perdoar, por passar por nós.

Daqui a 20 dias irá acontecer a marcha do orgulho lgbt em lisboa.

2008 foi o ano que a minha mãe ficou a saber que, em vez de uma "nora", tem um "genro". (sim, tenho consciência que esses termos não fazem sentido em portugal porque, tão simples quanto isto: eu não tenho direito a isso enquanto homossexual... apesar do tal artigo 13 na constituição)

admito que foi muito mais dificil para mim essa revelação do que para ela. além do mais foi ela que puxou do assunto, uma vez que eu tenho esperado e esperado pelo momento certo. afinal, ele - o momento certo - sempre lá esteve.

sabe bem não ter de inventar desculpas paralelas ao que estou a fazer. sabe bem dizer-lhe com quem estou e o que vamos fazer no fim de semana. sabe bem não ter (tantos) segredos.


no entanto, sei que ainda há um grande caminho a percorrer. até como pessoa, reconheço que, apesar de gay, tenho entranhado uns quantos laivos de homofobia. daqueles que não deviam estar lá, daqueles que surgem em situações imprevistas e me fazem vacilar. é daquela homofobia interiozada e mesquinha que fazem com que os mundos por onde deambulo se mantenham separados por uma distância de segurança. mas, cada vez mais, essa distância é cada vez menos. e é bom mas é, sem dúvida, um processo lento e, acima de tudo, contínuo. somos tantos - as pessoas - que a diversidade é a palavra de ordem. somos tão diferentes entre nós enquanto humanos - naquele sentido plural e individual - que é errado (e perigoso) tentar catalogarmo-nos.

eu vou à marcha. tenho pena - daquela mesmo a valer e que chega a doer nas extremidades - que tantas e tantas pessoas que são lgbt ou simplesmente heteros (que a heteronormatividade da sociedade os cegue) "simpatizantes" com a causa não vão, pura e simplesmente, à marcha porque a acham descabidada e uma ofensa à causa ou, pior do que isso, desnecessária.
tenho pena que depois seja apenas um grupo de umas centenas de pessoas a ter coragem para fazer a marcha em prol do orgulho da existência lgbt face à discriminação banalizada por todo lado.

não é desnecessária - acreditem. é, pelo contrário, muito mas muito importante.

a homofobia (considerando-a claro como um chapéu para todas as discriminações face à comunidade lgbt) está disseminada por todo o lado, incluindo em mim - tenho consciência disso. mas, a pouco a pouco, vou tentando dissipá-la de mim. em casa, com os meus amigos, no meu dia a dia e... na sociedade. Onde a raíz do mal está cravada nas próprias leis. Penso que começando a erradicá-la da própria lei e permitindo que a comunidade lgbt possa ser considerada igual ao resto da população - só ai é que é possível começar a mudar as mentalidades da sociedade face à enorme diversidade do ser humano.

a marcha é um pequeno passo e uma enorme afirmação da presença lgbt na sociedade. acredito que é um pequeno passo que pode levar à mudança.

eu vou à marcha. vocês também vão? expliquem-me, caso não vão, o vosso porquê.




este ano há um blog sobre a marcha... para ajudar na sua divulgação e ver se somos mais este ano.

http://marchalgbt2008.blogspot.com

O ano passado foi muito bom porque tive a presença de amigos hetero comigo na marcha. Foi tremendamente importante tê-los ao meu lado nesse dia. Como estou com eles nos momentos importantes das suas vidas.

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Thursday, December 20th, 2007

Subject:amor
Time:2:19 am.
Amor. Palavra simples mas, que tantas vezes, encerra um significado estranho e vontades próprias. É um animal difícil de domar, uma besta que fere rasgando-nos a carne e deixando o peito aberto para o tempo sarar as feridas ou até manso e dócil, um bicho que entra por nós a dentro e nos alimenta.

Amar e ser amado de volta é o melhor que nós podemos desejar. É saber que há uma pessoa que partilha o mundo connosco, lado a lado. Um mundo construido à semelhança dos nossos sonhos, das nossas vidas, dos nossos pequenos defeitos e qualidades, dos pequenos olhares e das coisas simples.

Amor é acordar do nosso egoísmo e darmos a mão. É sentir o sol a levantar-se dentro de nós e o seu calor a ritmar o nosso sangue. É o balanço certo do vento que nos endireita as passadas.

Amar é trazer o coração leve, encharcado em poesia silenciosa e carregado de certezas de pedra. É o desnorte dos sentidos. É ouvir através dos olhares, é sentir a batida da vida que se alastra pela pele como um fogo em mato seco, é ver a vida inteira através de uma presença junto a nós, é arder e renascer num só beijo.

Amor é não ter medo. Medo de nós, dos outros, do tempo. Amor é nunca envelhecer aos olhos de quem amamos. É saber que o tempo virá e cresceremos sempre. Amor é não ter medo. Medo de viver.

Amar é ter o futuro como garantia. É saber que os anos serão apenas segundos, sempre poucos demais do que aqueles que seriam precisos para amar por completo. Amar e ser amado sabe bem.

Amor. Já o sentiste?
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Friday, November 16th, 2007

Time:4:13 pm.
o melhor do mundo é amar e ser amado em retorno.

mais alguma coisa?

e a música, os livros, as ruas, os gestos envergonhados, as palavras não ditas, os olhares, a vida.
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Wednesday, September 26th, 2007

Time:2:40 am.
"Às 4:48
quando a sanidade me visitar
vou estar uma hora e doze minutos consciente.
Quando passar estarei longe outra vez,
uma marioneta fragmentada, um parvo grotesco.
Agora estou aqui vejo-me,
mas quando sou seduzida por ilusões vis de
felicidade,
a magia falsa deste engenho de feitiçaria,
não consigo tocar no meu eu essencial."

in 4:48 Psicose, Teatro Completo, Sarah Kane
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