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  <title>nuno</title>
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  <description>nuno - LiveJournal.com</description>
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    <title>nuno</title>
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  <pubDate>Tue, 24 Jun 2008 11:38:19 GMT</pubDate>
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  <description>É já sábado...ou seja, falta pouco mais do que um par de dias para a Marcha:) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class=&quot;ljembed&quot; embedid=&quot;&quot;&gt;&lt;lj-embed id=&quot;3&quot; /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O manifesto da marcha está disponível &lt;a href=&quot;http://marchalgbt2008.blogspot.com/2008/05/manifesto-2008.html&quot;&gt;aqui&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se o quiserem assinar, basta enviar um mail para &lt;a href=&quot;mailto:marchalgbt@gmail.com&quot;&gt;marchalgbt@gmail.com&lt;/a&gt; e no título do email escrever &quot;Subscrição da Marcha LGBT Lisboa 2008&quot;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e mais textos para ler no &lt;a href=&quot;http://marchalgbt2008.blogspot.com/&quot;&gt;blog oficial da marcha&lt;/a&gt;.</description>
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  <pubDate>Sun, 22 Jun 2008 11:27:40 GMT</pubDate>
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  <description>às vezes, há animos que rejuvenescem por pequenas coisas insignificantes, básicas e... carnais. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;chegar de manhã ao local onde se trabalha e, ao passar pela porta principal de um edifício envidraçado, estar um &quot;senhor&quot; a lavar os ditos vidros. Qual imagem cocacola ligth, é impossível passar e não olhar para aquele pedaço de homem, com uma névoa de pura luxúria em volta, que parece agarrar-nos e atirar-nos contra a parede... sem sequer saber que nós o estamos a ver.&lt;br /&gt;começos de dia assim, sabe bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;sair à noite do local onde se trabalha e, ao ir assinar a folha de presenças do edifício para assinalar a saída, estar um segurança que nunca tinha visto. Qual fantasia saída de donas de casa desesperadas, é impossível não reparar em como a farda assenta bem naquele corpo maduro, pronto a colher. Ao escrever o meu nome, o olhar desfaz-se nos braços a descoberto pela camisa arregaçada que denunciam as tatuagens escuras que sobem por aqueles braços fortes... por onde continuará aquela estrada de alcatrão negro pelas planícies de carne e de músculos?&lt;br /&gt;Aparvalhado, olho-o e sai um bom fim de semana que se perde naquela última visão de, literalmente, um pedaço de mau caminho.&lt;br /&gt;fins de dia assim, sabe bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;conclusão: parece que a administração do sítio anda a tomar medidas para todos os funcionários andarem contentes no trabalho. Claro que a medida se deve estender às empregadas de limpeza e outras para satisfazer todos os públicos.</description>
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  <pubDate>Sun, 08 Jun 2008 22:17:22 GMT</pubDate>
  <title>indefinido</title>
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  <description>O tempo passa tão facilmente por nós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Crescemos (ou não) mas o tempo acaba, sempre e sem perdoar, por passar por nós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Daqui a 20 dias irá acontecer a marcha do orgulho lgbt em lisboa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2008 foi o ano que a minha mãe ficou a saber que, em vez de uma &quot;nora&quot;, tem um &quot;genro&quot;. (sim, tenho consciência que esses termos não fazem sentido em portugal porque, tão simples quanto isto: eu não tenho direito a isso enquanto homossexual... apesar do tal artigo 13 na constituição) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;admito que foi muito mais dificil para mim essa revelação do que para ela. além do mais foi ela que puxou do assunto, uma vez que eu tenho esperado e esperado pelo momento certo. afinal, ele - o momento certo - sempre lá esteve.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;sabe bem não ter de inventar desculpas paralelas ao que estou a fazer. sabe bem dizer-lhe com quem estou e o que vamos fazer no fim de semana. sabe bem não ter (tantos) segredos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;no entanto, sei que ainda há um grande caminho a percorrer. até como pessoa, reconheço que, apesar de gay, tenho entranhado uns quantos laivos de homofobia. daqueles que não deviam estar lá, daqueles que surgem em situações imprevistas e me fazem vacilar. é daquela homofobia interiozada e mesquinha que fazem com que os mundos por onde deambulo se mantenham separados por uma distância de segurança. mas, cada vez mais, essa distância é cada vez menos. e é bom mas é, sem dúvida, um processo lento e, acima de tudo, contínuo. somos tantos - as pessoas - que a diversidade é a palavra de ordem. somos tão diferentes entre nós enquanto humanos - naquele sentido plural e individual - que é errado (e perigoso) tentar catalogarmo-nos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;eu vou à marcha. tenho pena - daquela mesmo a valer e que chega a doer nas extremidades - que tantas e tantas pessoas que são lgbt ou simplesmente heteros (que a heteronormatividade da sociedade os cegue) &quot;simpatizantes&quot; com a causa não vão, pura e simplesmente, à marcha porque a acham descabidada e uma ofensa à causa ou, pior do que isso, desnecessária.&lt;br /&gt;tenho pena que depois seja apenas um grupo de umas centenas de pessoas a ter coragem para fazer a marcha em prol do orgulho da existência lgbt face à  discriminação banalizada por todo lado. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;não é desnecessária - acreditem. é, pelo contrário, muito mas muito importante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a homofobia (considerando-a claro como um chapéu para todas as discriminações face à comunidade lgbt) está disseminada por todo o lado, incluindo em mim - tenho consciência disso. mas, a pouco a pouco, vou tentando dissipá-la de mim. em casa, com os meus amigos, no meu dia a dia e... na sociedade. Onde a raíz do mal está cravada nas próprias leis. Penso que começando a erradicá-la da própria lei e permitindo que a comunidade lgbt possa ser considerada igual ao resto da população - só ai é que é possível começar a mudar as mentalidades da sociedade face à enorme diversidade do ser humano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a marcha é um pequeno passo e uma enorme afirmação da presença lgbt na sociedade. acredito que é um pequeno passo que pode levar à mudança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;eu vou à marcha. vocês também vão? expliquem-me, caso não vão, o vosso porquê.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src=&quot;http://i88.photobucket.com/albums/k198/naoteprives/postalfrentemaquete.jpg&quot; /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;este ano há um blog sobre a marcha... para ajudar na sua divulgação e ver se somos mais este ano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href=&quot;http://marchalgbt2008.blogspot.com&quot;&gt;http://marchalgbt2008.blogspot.com&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ano passado foi muito bom porque tive a presença de amigos hetero comigo na marcha. Foi tremendamente importante tê-los ao meu lado nesse dia. Como estou com eles nos momentos importantes das suas vidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;lj-embed id=&quot;2&quot; /&gt;</description>
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  <category>marcha lgbt 2008</category>
  <lj:music>straitjacket - alanis</lj:music>
  <media:title type="plain">straitjacket - alanis</media:title>
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  <pubDate>Thu, 20 Dec 2007 02:20:14 GMT</pubDate>
  <title>amor</title>
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  <description>Amor.  Palavra simples mas, que tantas vezes, encerra um significado estranho e vontades próprias. É um animal difícil de domar, uma besta que fere rasgando-nos a carne e deixando o peito aberto para o tempo sarar as feridas ou até manso e dócil, um bicho que entra por nós a dentro e nos alimenta. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amar e ser amado de volta é o melhor que nós podemos desejar. É saber que há uma pessoa que partilha o mundo connosco, lado a lado. Um mundo construido à semelhança dos nossos sonhos, das nossas vidas, dos nossos pequenos defeitos e qualidades, dos pequenos olhares e das coisas simples.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amor é acordar do nosso egoísmo e darmos a mão. É sentir o sol a levantar-se dentro de nós e o seu calor a ritmar o nosso sangue. É o balanço certo do vento que nos endireita as passadas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amar é trazer o coração leve, encharcado em poesia silenciosa e carregado de certezas de pedra. É o desnorte dos sentidos. É ouvir através dos olhares, é sentir a batida da vida que se alastra pela pele como um fogo em mato seco,  é ver a vida inteira através de uma presença junto a nós, é arder e renascer num só beijo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amor é não ter medo. Medo de nós, dos outros, do tempo.  Amor é nunca envelhecer aos olhos de quem amamos. É saber que o tempo virá e cresceremos sempre. Amor é não ter medo.  Medo de viver. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amar é ter o futuro como garantia. É saber que os anos serão apenas segundos, sempre poucos demais do que aqueles que seriam precisos para amar por completo. Amar e ser amado sabe bem. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amor. Já o sentiste?</description>
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  <pubDate>Fri, 16 Nov 2007 16:17:58 GMT</pubDate>
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  <description>o melhor do mundo é amar e ser amado em retorno. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;mais alguma coisa?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e a música, os livros, as ruas, os gestos envergonhados, as palavras não ditas, os olhares, a vida.</description>
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  <pubDate>Wed, 26 Sep 2007 00:39:59 GMT</pubDate>
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  <description>&quot;Às 4:48&lt;br /&gt;quando a sanidade me visitar&lt;br /&gt;vou estar uma hora e doze minutos consciente.&lt;br /&gt;Quando passar estarei longe outra vez,&lt;br /&gt;uma marioneta fragmentada, um parvo grotesco.&lt;br /&gt;Agora estou aqui vejo-me,&lt;br /&gt;mas quando sou seduzida por ilusões vis de&lt;br /&gt;felicidade,&lt;br /&gt;a magia falsa deste engenho de feitiçaria,&lt;br /&gt;não consigo tocar no meu eu essencial.&quot;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;in 4:48 Psicose, Teatro Completo, Sarah Kane</description>
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  <pubDate>Tue, 25 Sep 2007 18:51:44 GMT</pubDate>
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  <description>penso que: nós crescemos à medida que deixamos de sonhar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;engraçado ver como as coisas mudam. o toque, o deslumbramento, a poesia dentro de nós. os elos entre pessoas, as memórias que se vão acumulando umas por cima das outras como um molhe de fotografias - as quais nos esquecemos tão facilmente se não estão à vista dos olhos porque o coração esse, está demasiado ocupado a empurrar o sangue pela nossa carne adentro. demasiado ocupado a viver.</description>
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  <pubDate>Sun, 23 Sep 2007 13:49:09 GMT</pubDate>
  <title>corações presos em Györ</title>
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  <description>Ontem, por mero acaso, deparei-me com isto no meio da rua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src=&quot;http://i60.photobucket.com/albums/h25/wish3r/102_4736.jpg&quot; /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um coração feito de ferros que estava cheio de cadeados com nomes e datas e desenhos de corações. Cadeados de todas as formas e feitios, já corroídos pelo tempo ou a brilhar de novo, cada um com a intenção de amor eterno entre duas pessoas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi das coisas mais bonitas que vi nos últimos tempos.</description>
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  <pubDate>Thu, 20 Sep 2007 21:33:02 GMT</pubDate>
  <title>noites na hungria.</title>
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  <description>Engraçado, engraçado é sair à noite aqui. Bebe-se umas palinkas, cervejas pelo meio e um unicum para nos trazer de volta. Acende-se um cigarro e espera-se encontrar um sítio para dançar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Percorre-se uns tantos bares e descobre-se um sítio onde a música parece convidar. Entra-se, corpos a tornearem música dos anos 90, daquele pop que nos faz sentir bem, simples e eficaz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bebe-se mais uma coisa e outra e... paragem completa de música (parece que é a única maneira que o dj consegue mudar de música), silêncio de corpos suados e conversas abafadas e... ouve-se os acordes iniciais desta música:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;lj-embed id=&quot;1&quot; /&gt;&lt;br /&gt;Incrédulo, limito-me a dançar. E toda a gente dança, húngaros e húngaras tentam dançar este ritmo &lt;i&gt;caliente &lt;/i&gt;que só está no sangue de alguns. Incrédulo continuo à medida que a memória de infância me traz a letra da música à boca. Era puto, gostava de ir ao baile da aldeia e divertia-me imenso dançar isto. Agora, quase 20 anos depois, numa discoteca na hungria toda a gente se diverte à minha volta com esta música. Incrédulo, ainda me mantenho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;font class=&quot;txt_1&quot;&gt;chorando se foi quem um dia so me fez chorar&lt;br /&gt; chorando se foi quem um dia so me fez chorar&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; chorando estará, ao lembrar de um amor&lt;br /&gt; que um dia nao soube cuidar&lt;br /&gt; chorando estará, ao lembrar de um amor&lt;br /&gt; que um dia nao soube cuidar&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; A recordação vai estar com ele aonde for&lt;br /&gt; a recordação vai estar pra sempre aonde eu for&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; dança, sol e mar, guardarei no olhar&lt;br /&gt; o amor faz perder encontrar&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; lambando estarei ao lembrar que este amor&lt;br /&gt; por um dia, um instante foi rei&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;/font&gt;&lt;font class=&quot;txt_1&quot;&gt; A recordação vai estar com ele aonde for&lt;br /&gt; a recordação vai estar pra sempre aonde eu for&lt;/font&gt;&lt;font class=&quot;txt_1&quot;&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; chorando estará ao lembrar de um amor&lt;br /&gt; que um dia nao soube cuidar&lt;br /&gt; canção, riso e dor, melodia de um amor&lt;br /&gt; un momento que fica no ar&lt;/font&gt;  					   					 	 					 &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ps - e já a ouvi outra vez numa rádio cá do burgo!</description>
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  <pubDate>Sun, 16 Sep 2007 19:06:03 GMT</pubDate>
  <title>0.</title>
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  <description>o meu tempo já passou e, o pior, é que eu tenho plena noção disso mas, mesmo assim, continuo deliberadamente a fechar os olhos.</description>
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  <pubDate>Fri, 14 Sep 2007 18:05:10 GMT</pubDate>
  <title>2.</title>
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  <description>Se eu recebesse um ordenado mínimo por cada vez que eu já tentei deixar de fumar, penso que não precisaria de trabalhar até ao resto da vida.</description>
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  <pubDate>Thu, 13 Sep 2007 17:55:36 GMT</pubDate>
  <title>1.</title>
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  <description>Nós - os estranjas - pensamos que descobrimos uma relação matemática que rege todos os húngaros: 1 para 1. Ou seja, parece que todos os homens/rapazes/gajos interessantes húngaros já estão comprometidos com uma mulher/rapariga/gaja interessante húngara e vice-versa. Pouco espaço de manobra resta para os estranjas que não têm par.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deve ser por isso que, parece-me a mim, as pessoas nas ruas andam sempre com um sorriso na cara (à excepção dos estranjas que ainda tinham esperanças de encontrar parelha nestas bandas)!</description>
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  <pubDate>Tue, 11 Sep 2007 18:25:39 GMT</pubDate>
  <title>diário de viena</title>
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  <description>Bem... Isto de se ser turista tem muito que se lhe diga. Ou não... com um daqueles guias de bolso onde está tudo escarrapachado. Mas mesmo assim consegui a incrivel proeza de me perder completamente no final do primeiro dia quando tentava voltar para o apartamento de um amigo de uma amiga minha (isto de ter amigos/conhecidos um pouco por todo o lado, dá muito jeito, diga-se de passagem) onde fiquei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Viena é uma cidade incrível. A primeira coisa que me lembrei foi de que Viena, é das tais cidades a que o adjectivo &quot;europeia&quot; se adequa melhor. É engraçado que muitos dos brasileiros que conheço ou conheci em Lisboa, dizem-me sempre que chegaram à Europa, ao velho continente. Para mim, Portugal não é mais que um rasgo do que um verdadeiro país europeu devia ser (cá para mim, digo eu). Mas quando cheguei a Viena foi o que senti: cheguei finalmente à Europa. A história, a diversidade... ok, o facto da moeda de troca ser o euro também ajudou (há mais de um mês que nas minhas mãos passam forints em vez de euros)!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Continuando... primeiro dia em Viena, depois de uma viagem de 5 horas e com uma noite com muita palinka, unicom, cerveja e sem dormir em cima, passei-o a deambular pelo centro histórico da cidade. Eis senão quando me deparo com uma multidão de pessoas junto à estrada em frente da Operahouse (ou qualquer coisa assim) e... passa o senhor papa num belo bmw negro rodeado de policias e afins. Sabe pouco ele, sabe! (foi então que percebi o reboliço sobre uma manifestação que uma hora antes andou pelas ruas com malta nova a gritar em alemão - lingua que para mim é como hungaro ou chinês - e a escolta policial do dobro dos manifestantes... bem... sempre deu para apreciar os senhores polícias com tão grande quantidade que eles eram... ;) )&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Continuando... cheguei a casa, dormir 12 horas e no dia seguinte, com o vislumbre de sol dado que no dia antes tinha sempre estado a chover, fui-me à cidade como um belo turisto e visitar todos os sítios dos postais. Todos não, alguns. Bem, alguns não mas uns dois ou três. Findo o dia, dou por mim em casa com ganas de sair e beber uns copos (depois de um jantar num pequeno restaurante que foi uma delicia... claro que a comida, a sobremesa de chocolate, o vinho tinto e os empregados ajudaram). Entretanto vou à rua para confirmar o nome da rua no mapa e quando regresso a casa estava lá uma maltesa, da malta entenda-se (trocadilho fácil...eu sei...mas irresistivel para mim!), que ia lá ficar naquela noite; mais uma palavras, dou por mim a ir com ela ter com alguns amigos dela para irmos sair. Amigos esses, um brasileiro e outro angolano. Chegados ao sítio, a língua portuguesa sobressaia daquela mesa... com mais umas pessoas do que aquelas inicialmente previstas mas... tudo por acaso. Encontraram um outro angolano (reporter da televisão nacional angolana) no restaurante que se juntou a eles (ouviu-os a falar português e meteu conversa), um outro angolano que vive em londres... mais tarde juntaram-se ainda uma brasileira e uma colombiana que vivem em Viena há mais de uma década. E sim, a colombiana era a versão colombiana perfeita da Carrie do Sexo e a Cidade. Noite em português e lá fomos para uns &quot;clubs&quot;, de salsa e merengue. Toda a noite nisto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isto pode não ser minimamente interessante mas... para um portuga sozinho em viena de um momento para o outro ver-se num grupo tão diferente e animado e falantes do belo português... eh pah, são as tais coincidências que a senhora loucura sempre nos oferece:)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No outro dia, lá fui apanhar o comboio. Claro que o tempo não foi suficiente para ver o que Viena tem para oferecer. Lá terei de ir um dia outra vez, é o que é...</description>
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  <pubDate>Fri, 07 Sep 2007 00:50:56 GMT</pubDate>
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  <description>&lt;h3&gt; 			Havemos De Ir Viana&lt;/h3&gt;&lt;font size=&quot;2&quot;&gt;Entre sombras misteriosas&lt;br /&gt; em rompendo ao longe estrelas&lt;br /&gt; trocaremos nossas rosas&lt;br /&gt; para depois esquecê-las&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Se o meu sangue náo me engana&lt;br /&gt; como engana a fantasia&lt;br /&gt; havemos de ir a Viana&lt;br /&gt; ó meu amor de algum dia&lt;br /&gt; ó meu amor de algum dia&lt;br /&gt; havemos de ir a Viana&lt;br /&gt; se o meu sangue não me engana&lt;br /&gt; havemos de ir a Viana&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Partamos de flor ao peito&lt;br /&gt; que o amor é como o vento&lt;br /&gt; quem pára perde-lhe o jeito&lt;br /&gt; e morre a todo o momento&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Se o meu sangue não me engana&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Ciganos verdes ciganos&lt;br /&gt; deixai-me com esta crença&lt;br /&gt; os pecados têm vinte anos&lt;br /&gt; os remorsos têm oitenta&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Como para mim fica já ali, irei não a viana mas a viena e sem o meu amor....melhores dias irão chegar, como dizia o outro)&lt;/font&gt;</description>
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  <pubDate>Wed, 05 Sep 2007 19:50:01 GMT</pubDate>
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  <description>Acho que os banhos turcos de Budapeste estão a meio caminho entre o céu e o inferno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Divinais para amansar o corpo e elevá-lo a um estado de graça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Demoníacos pela tentação implícita.</description>
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  <pubDate>Wed, 05 Sep 2007 19:20:00 GMT</pubDate>
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  <description>E o tempo passa sem darmos por ele. Melhor, após os dias iniciais, os quais transformados em penosos e lentos por um sítio estranho, por pessoas estranhas e por uma língua diferente da nossa (momentos em que o dia da partida parece uma luz ao fundo do túnel tão ínfima como inexistente)... a partir daí então é sempre a aviar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eram 8 semanas e parecia-me demasiado tempo para estar longe de todos (e principalmente, de ti) e de tudo (sol, praia, noites perdidas em cavaqueira amena dignas do tempo habitual de férias). Passadas agora quase 5 semanas, parece que o próprio tempo encarregou-se de tornar as coisas mais ligeiras, mais fáceis de suportar. A distância parece que já não é tão agreste - à excepção da tua, é certo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a Hungria revela-se a cada pormenor.</description>
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  <pubDate>Wed, 22 Aug 2007 22:08:17 GMT</pubDate>
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  <description>&lt;img alt=&quot;&quot; src=&quot;http://i60.photobucket.com/albums/h25/wish3r/102_3717.jpg&quot; /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O violino empregna-se na pele do senhor que jaz no meio da praça. O arco beija as cordas com diferentes intensidades impostas pelos dedos secos e velhos. A música que se derrama por ele abaixo, vai como uma onda molhar os pés de quem o ouve, sentado e distante de si, nas esplanadas envelhecidas pelo tempo, prepotência e riqueza exibicionista - um mero espelho de todos os homens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mesma melodia não se cansa de nascer pela tarde adentro, regozigando-se com as quedas das moedas bondosas daqueles que nada sentem. Pensam que os seus pecados são laváveis com a água pura da caridade. Fosse a caridade a solução, seriam os miseráveis os mais infelizes do mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O velho toca, o violino dança-lhe nos braços, as pessoas sugam-lhe a música enquanto um cigarro e um café são os pretextos para se esquecerem da sua humanidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align=&quot;right&quot;&gt;Gerbraud Cafe, Budapeste, 17 de Agosto de 2007&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;</description>
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  <pubDate>Mon, 13 Aug 2007 18:50:35 GMT</pubDate>
  <title>o mistério das águas</title>
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  <description>Eu sou um gajo simples, simples como a minha sede. E por causa disso, uma das primeiras coisas que reparo quando saio do país é a água que nos é oferecida naquelas terras estranhas (oferecidas em troco de dinheiro, como é natural). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho de confessar que gosto da água portuguesa, da luso, da vitalis e por aí fora. Sabe-me bem, talvez por ter sido habituado desde puto, como é normal. E quando compro uma garrafa já tenho o vício de a fazer rodar na mão para ver o belo do rótulo e o pH da diat água. Descobri assim que as águas portuguesas têm um pH ácido e, como eu gosto é da bela portuguesa (da água, pois claro!), deve ser por isso que eu sou um gajo muito ácido (ou não).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isto para dizer o quê?&lt;br /&gt;Águas básicas, não obrigado. Inglaterra é o exemplo perfeito disso.&lt;br /&gt;Agora vim parar a um país que, além de ter a água (minimamente aceitável, no meu grau de acidez) sem gás (still) à venda em garrafas de todos os tamanhos como em Portugal... Eis quando que, aqui pela Hungria (e presumo que mais países de leste), também existe os mesmo formatos de garrafas para a água com gás. (Para bom portuga como sou, água com gás é para os dias depois das noitadas ou para a digestão ou...para quando apetecer mas... sempre em garrafas pequenas!) Agora a grande novidade para mim: a água sem gás e com gás é consumida do mesmo modo por aqui e com o bónus de haver uma água mediana entre sem gás e com gás(também nos mesmos formatos. E ainda a água com gás dá-se um bocado às basicidades da vida.&lt;br /&gt;Mas o que mais gosto ainda é que esta distinção de águas é feita através da cor das tampas. Azul para muito gás, verde para assim-assim e...rosa para still water:) Só podia, além do magnífico pormenor de estar a viver por agora na queen&apos;s city, like the hungarian people say. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;nota mental: como conseguir escrever um post inútil sobre águas.</description>
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  <pubDate>Thu, 09 Aug 2007 19:01:19 GMT</pubDate>
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  <description>&lt;img alt=&quot;&quot; src=&quot;http://i60.photobucket.com/albums/h25/wish3r/102_3424.jpg&quot; /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, longe de tudo e de todos, deixo os dias flutuar sobre mim. Os velhos vícios pairam de mansinho, como a vontade de pegar num cigarro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Novas experiências e currículo, são as premissas para este distanciamente de tudo. Até de uma língua familiar que, no final de contas, dá tanto jeito de compreender! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há quase uma semana na Hungria, o saldo é positivo. Budapeste é uma cidade descomunal com o Danúbio a rasgá-la ao meio, de um lado Buda com o seu ar histórico e do outro Peste, mais cosmopolita e perversa. E os banhos... e as estátuas. Fantástico. E suspeito que estátuas como a de cima (integrada no &quot;Square of the Heroes&quot;, praça onde estão as estátuas de reis da Hungria) apareçam cada vez mais à minha frente e... o homem, o seu corpo mesmo que estilizado pelo clássico, não é algo bonito de se ver?</description>
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  <pubDate>Thu, 28 Jun 2007 19:40:39 GMT</pubDate>
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  <description>estou triste.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;o meu Leão morreu. hoje e de um momento para o outro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como há 13 anos atrás, num espaço de um mês&amp;nbsp; e pouco perdi os dois&amp;nbsp; animais que fizeram parte da minha vida nos últimos... 9 anos, neste caso. Com uma presença&amp;nbsp; maior do que a maioria das pessoas, eles foram a minha família, a minha companhia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;lembro-me tão bem do cachorrinho que chegou lá em casa, nos primeiros meses de 1998, o único ano que a minha mãe passou o verão em casa, comigo. antes disso, só no ano em que tinha nascido. lembro-me de olhar para um cachorro pequenino e que não parava. Que nome lhe dar?&amp;nbsp; Então vinha ele de mansinho, anca para um lado, anca para o outro... qual leão, rei lá da casa... e assim ficou. Lembro-me de ele querer brincar com as orelhas do Faísca, já velhote e sem paciência, e saltava, saltava... mesmo à indiferença do mais velho. Lembro-me do dia em que a minha mãe deixou uma melancia lá da horta na porta da entrada e... estava em casa e comecei a ouvir o Leão, só com uns meses mas maior, a ladrar, a ladrar... sai à porta e lá estava ele em posição de ataque para a pobre melancia. Foi a primeira melancia que ele viu! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembro-me de ele querer sempre brincadeira e de ser tão querido quando era pequenino. com os meses, cresceu e cresceu mas continuava a querer as mesmas brincadeiras - o que acabava por assustar quem não o conhecesse. Aqueles olhos grandes e castanhos, a presença dele a esperar a minha quando eu chegava a casa. E mesmo com os anos, lá dentro não deixava de ser um cachorro grande.&lt;br /&gt;Bastava ele ver-me de calções e de ténis que já ficava eufórico, sempre na expectativa de eu o levar a passear. E quando o levava... o ritual era para cumprir e ele já o conhecia bem... Colocar a coleira e a trela, abrir o portão do jardim e lá ia ele com a força de 10 animais a puxar-me durante uns 100 metros... até acalmar. Chegados fora da zona das casas, tirava-lhe as amarras e lá ia ele explorar o mato, enquanto eu ia atrás dele. Chegados à barragem, o banho era inevitável. E o jogo do pau, também. Eu lançava-lhe um pau para bem longe da margem e lá ia ele convicto da sua missão de salvamento e quando já estava farto da brincadeira simplesmente ia levar o pau para longe de mim. lembro-me do último passeio que demos há umas semanas... quando voltou com o pau na boca já vinha a arfar ruidosamente e um pouco cansado... logo à primeira. os anos são impiedosos, com todos nós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;hoje, de um momento para o outro, o Leão morreu. triste, mais só é como me sinto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img alt=&quot;&quot; src=&quot;http://i60.photobucket.com/albums/h25/wish3r/102_2871.jpg&quot; /&gt;&lt;br /&gt;E aqui está ele, há umas semanas.</description>
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  <pubDate>Wed, 27 Jun 2007 20:20:48 GMT</pubDate>
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  <description>3.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A loucura e a necessidade de tempo para nos encontrarmos andam sempre de mão dada. Porque é que as minhas mãos andam vazias?</description>
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  <pubDate>Tue, 26 Jun 2007 23:50:59 GMT</pubDate>
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  <description>Nunca tinha feito isto. Soube imensamente bem passar este tempo a pensar, a definir a história, os pormenores, a recordar. Foram vários os dias em que me perdi na escrita. momentos iluminados e outros, nem por isso. mas consegui, escrevi o meu primeiro conto. vinte páginas depois, uma satisfação imensa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;fragmentos de um retrato inacabado&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Capítulo um&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;o fim&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O dia padecia devagar sobre as margens do rio. A terra começava a secar por&lt;br /&gt;entre os seus dedos. A respiração compassada parecia ser o único indício de que ainda&lt;br /&gt;era possuído pela vida. Enquanto o seu corpo inerte era esmagado pela brisa fria que se&lt;br /&gt;levantava, o olhar petrificara-se no horizonte.&lt;br /&gt;O sangue que lhe circulava agora nas veias parecia adensar-se a cada momento.&lt;br /&gt;Imaginava o carmim líquido a engrossar à medida que descia e subia por si adentro,&lt;br /&gt;sentia-o, em soluços bruscos, a agonizar por debaixo da sua pele. Os seus gestos, cada&lt;br /&gt;vez mais presos, eram o pronuncio das horas e horas que retalhavam o seu corpo&lt;br /&gt;cansado.&lt;br /&gt;A sensação morna do calor a penetrar no castanho profundo da sua íris&lt;br /&gt;recordava-o do tempo gasto - desde o momento em que acordara até então. Tinham sido&lt;br /&gt;horas demais, um dia ou já um par deles. Já não se recordava. Tinha sido o tempo&lt;br /&gt;suficiente para o trazer até aquele lugar despojado de homens, isso decerto.&lt;br /&gt;As veias pareciam querer saltar dos seus braços enquanto as suas mãos, frias&lt;br /&gt;como a vida, tentavam agarrar-se à terra. Tinha que alisar, disfarçar o local. O olhar&lt;br /&gt;fantasma dançava por entre a água, a terra e o céu. As recordações afloraram sem pedir,&lt;br /&gt;quase violando a aparente paz prometida pelo sacrifício cometido.&lt;br /&gt;Toques, gestos, cheiros, palavras caladas, todos eles agarrados à pele. Despojou-se&lt;br /&gt;dessas memórias ao ir à beira da água e, com as suas mãos sujas da terra negra das&lt;br /&gt;margens, levou a água à cara. Uma e outra vez. Sentiu o frio a lavar o peso das horas do&lt;br /&gt;rosto, cada gota que lhe escorria na face parecia-lhe que arrastava uma lembrança. Uma&lt;br /&gt;a uma, outra e outra vez. Sentiu-se mais calmo, só então.&lt;br /&gt;Olhou, por fim, para a sua imagem reflectida no entardecer ondulante das&lt;br /&gt;margens. O homem que, num mundo difuso diante de si o fitava, era um desconhecido.&lt;br /&gt;quem és tu?, perguntou. quem és tu?, gritou com o coração o mais alto que pode. A&lt;br /&gt;única resposta foi a nuvem negra que explodiu duma velha árvore que o observara, num&lt;br /&gt;caos de gritos desordenados dos pardais que haviam procurado abrigo para a noite nos&lt;br /&gt;seus braços densos e carregados de folhas.&lt;br /&gt;Por fim, olhou para as suas mãos. Aquelas não eram as suas mãos, mãos cor de&lt;br /&gt;carne viva pejadas com pedras, onde os rasgos dispersos de sangue já coalhavam. As&lt;br /&gt;suas mãos não eram assim, não eram as mãos da morte.&lt;br /&gt;Inspirou fundo e decidiu. A decisão tinha sida tomada, a acção resultante dela&lt;br /&gt;tinha sido feita, com suor e dor, mas feita. Era este o momento. Sentiu o coração a&lt;br /&gt;apertar para depois num longo suspiro desaguar. Libertara-se dos vestígios físicos dos&lt;br /&gt;pequenos nadas que afinal tinham significado tudo, tudo quanto a vida tem. Esses&lt;br /&gt;fragmentos de si e de tudo apenas viveriam dentro de si agora.&lt;br /&gt;Provara o amor. Sabia-lhe o gosto e o toque. Sabia que continuar a viver era a&lt;br /&gt;única escolha mas agora sabia que ainda muito estava para vir, o resto de tudo para o&lt;br /&gt;completar. Só nessa altura então, nesse dia longínquo ou próximo em que a sua vez&lt;br /&gt;chegaria, estaria completo.&lt;br /&gt;Por agora, restava-lhe apenas viver, viver como se não houvesse amanhã.</description>
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  <pubDate>Fri, 22 Jun 2007 18:51:31 GMT</pubDate>
  <title>boa publicidade:)</title>
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  <description>é já amanhã que isto vai acontecer:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img alt=&quot;&quot; src=&quot;http://i2.photobucket.com/albums/y9/gengibrelilas/2007cartazLx.jpg&quot; /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A VIII MARCHA DO ORGULHO* LGBT que este ano tem o lema &quot;Igualdade de Direitos: aqui e agora!&quot;. Mais uma vez em Lisboa mas agora com um percurso diferente, iniciando-se no Princípe Real às 16h30. ( deêm uma vista de olhos no manifesto desta marcha... podem encontrá-lo em &lt;a href=&quot;http://naoteprives.blogspot.com/&quot;&gt;http://naoteprives.blogspot.com/&lt;/a&gt; )&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para muito boa gente este tipo de eventos faz comichão, remói um pouco por dentro e acabam por achar um verdadeiro disparate haver um conjunto de pessoas a defender a sua sexualidade em público porque &quot;se querem direitos iguais, façam como os heteros que não andam por aí a dizer que são heteros&quot;, como dizem por aí, entre muitas outras coisas. &lt;br /&gt;A questão está mesmo aí: os heteros não precisam de afirmar nada porque já vivem num mundo em que a norma é ser hetero, em que os direitos e deveres e regras de sociedade são feitas à sua imagem. Todos os outros - os não hetero - são, à luz da lei e da sociedade que temos, menos cidadãos que os hetero. Porquê? Porque não podem viver a sua sexualidade (tal como os heteros fazem) sem serem de alguma forma prejudicados por isso. E sim, acontece - acreditem. E isso chama-se discriminação, pura e simples. &lt;br /&gt;Por isso acho que a Marcha do Orgulho LGBT faz todo o sentido. Faz sentido mostrar que existimos e dizer que queremos ser cidadãos de plenos direitos e deveres.&amp;nbsp; Faz sentido as pessoas (LGBT e H) mostrarem que queremos viver numa sociedade justa e igual para todos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E porque é que a palavra ORGULHO faz tanta confusão? É tão simples quanto isso...&lt;br /&gt;* ORGULHO por oposição a vergonha! Precisamos do orgulho, palavra que tanto parece incomodar a homofobia. Orgulho em sermos quem somos, orgulho por experimentarmos a homofobia e por não nos deixarmos submeter a ela, orgulho por oposição à vergonha para a qual a homofobia quer remeter-nos. O orgulho em ser LGBT merece ser celebrado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E na marcha vão todo o tipo de pessoas, pessoas como eu e tu. E porque não juntares-te também?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além disso, ao entardecer (a partir das 18h) vai realizar-se o Arraial Pride*. &lt;br /&gt;Na sua 11ª edição e organizado pela Associação ILGA Portugal que conseguiu trazer o grande evento LGBT de Lisboa para o centro da cidade. Melhor, para uma das maiores praças de Lisboa, e talvez a mais nobre do país que este ano vai acolher a grande festa do Orgulho LGBT*: Praça do Comércio - Terreiro do Paço! Desta vez há espaço para tod@s! ;)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img alt=&quot;&quot; src=&quot;http://bp0.blogger.com/_Z86xK98xwiI/RmZ1LR9jaBI/AAAAAAAAAIM/R-PaT-_U-dc/s1600/mupi118x175.jpg&quot; /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vai ser festa de arromba! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não queres aparecer?</description>
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  <pubDate>Tue, 12 Jun 2007 10:42:57 GMT</pubDate>
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  <description>hoje é daqueles dias em que estou, literalmente, que nem posso. apetece-me dançar ao ritmo de sons latinos, conduzidos por uma voz doce. apetece-me esquecer as horas que já estou acordado, as quais que, por sua vez, me mantêm preso a uma sensação morna. a ansiedade faz-me ficar sem saber o que pensar. apetece-me dar um salto e ficar a nadar no ar. apetece-me explodir.</description>
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  <pubDate>Wed, 16 May 2007 20:42:13 GMT</pubDate>
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  <description>Tenho a cara quente, o corpo cansado e o olhar perdido. a minha gata - aquela miúda que não me dava cavaco quando eu queria passar a mão pelo pêlo preto e branco mas que se roçava a mim quando eu menos esperava como se ronronasse baixinho: eu é que mando aqui -, a minha gata dos últimos 9 anos morreu. acabei de o saber. tenho pena, muito. aquela presença de quem sabe exactamento o que quer (nem que seja acomodar-se ao meu colo) já não vai existir quando eu chegar a casa. a casa que na qual, com o passar dos anos, eu estou cada vez menos tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;antes dela, houve a minha gata que era a minha sombra lá por casa, naqueles tempos de criança. a mesma que adorava dormir debaixo da braseira no inverno e que andava com os bigodes sempres queimados. talvez pelo sentido de orientação estar queimado é que aguentou tanto tempo ao meu lado, só pode. mas, num daqueles dias de iluminação, lembrou-se de ir comigo e com a minha mãe e avó à campa do meu avô no cemitério, que tinha morrido há semanas (depois de meses morto em vida numa cama de hospital). Lembro-me que ela se assustou com algo e saltou o muro caiado do cemitério. fui à procura dela... e nada. tudo em redor... e nada. falei com todos os vizinhos... e nada. procurei durante todos os dias durante uma semana nas hortas, jardins e tudo em volta... e nada. a gata que, depois de eu escovar os dentes e vestir o pijama, ia para o meu quarto, esperava que eu me deitasse na cama e lá vinha ela, muito inocentemente, aconchegar-se aos meus pés. esses tempos foram tristes: a minha gata, o meu avô e o meu cão desapareceram todos da minha vida num intervalo de semanas. três das coisas que mais gostava e que fizeram da minha infância, um tempo feliz. Lembro-me do bolinhas, o meu cão. era mais velho do que eu umas 3 semanas! e aos 12 anos não aguentou mais o peso da idade. pequenino, com muito pêlo, preto e branco, e que parecia conhecer a nossa família melhor do que ninguém. era engraçado porque ele compreendia tudo o que lhe dizíamos - pelo menos é essa a imagem que guardo dele. ele - o cão -, ela - a gata - e eu - o puto - éramos a santíssima trindade das brincadeiras lá de casa. em pouco tempo só fiquei eu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;hoje fiquei a saber que a gata da minha adolescência (mais séria e com pouca paciência para brincadeiras, como convém) morreu. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ter animais é ver a nossa vida contada por quem não fala. pior, ver os animais da nossa vida morrer é como perder um pouco de nós.</description>
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